Novembro Azul: pela melhoria da assistência ao paciente diabético

 

14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes. A data foi instituída pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1991, e conta com o reconhecimento e apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em dezembro de 2006 a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou uma Resolução reconhecendo o diabetes como uma doença crônica e de alto custo mundial.

Todos os anos a IDF e OMS estabelecem um tema que é adotado por todas as entidades filiadas e os serviços de saúde de todo o mundo.

O tema ganhou mais destaque este ano ao ser escolhido como fio condutor para a campanha do Dia Mundial da Saúde, comemorado em 07 de abril.

Diante de toda essa relevância, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, que tem em sua história um trabalho consistente de interface com o Legislativo nacional, convidou as sociedades representativas das especialidades médicas que lidam com esse paciente para participarem de uma iniciativa com objetivo de apresentar aos parlamentares os problemas vivenciados nos serviços públicos, nos âmbitos dessas especialidades, na atenção ao paciente diabético, por meio da proposição de realização de uma audiência pública na Comissão de Assistência à Saúde do senado federal. Uma audiência pública é um instrumento garantido pela Constituição Federal de 1988 e regulado por Leis Federais, constituições estaduais e leis orgânicas municipais, da qual participam autoridades, especialistas ou entidades da sociedade civil para instruir matéria que se encontre sob exame, bem como discutir assunto de interesse público relevante, como é o caso da atenção ao paciente diabético.

Já foram realizadas três reuniões na sede do CBO, das quais participaram representantes das sociedades de Endocrinologia, de Angiologia e de Cirurgia Vascular, de Nefrologia e de Diabetes, para discutir as participações e os preparativos do evento.

No dia 29 de junho o tesoureiro o CBO representou a entidade em uma reunião com o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que se sensibilizou com a proposta e aceitou solicitar a realização da audiência para novembro.

Agora, cabe a cada sociedade reunir dados sobre os temas de relevância; escolher especialista para falar durante a audiência; divulgar a ação entre seus pares e mobilizar as sociedades estaduais para que elas possam realizar ações semelhantes nas assembleias legislativas.

Dados relevantes sobre a atenção ao diabético no Brasil

No mundo, há 415 milhões de pessoas com Diabetes, um, em cada 11 adultos. Cerca de 50%

das pessoas com diabetes não sabem que têm o problema, embora cerca de 2 milhões de mortes todos os anos sejam atribuídas a complicações do diabetes.

No geral, os custos diretos dos diabetes se situam numa faixa entre 2,5% e 15% dos orçamentos anuais de cuidados com a saúde, dependendo da prevalência da diabetes e da sofisticação dos serviços disponibilizados. Os custos da perda de produção podem ser tanto, que chegam a superar em cinco vezes o custo com os cuidados de saúde diretos, de acordo com as estimativas provenientes de 25 países latino-americanos. Em alguns países, os portadores de diabetes são registrados em programas que permitem um melhor acompanhamento de possíveis evoluções da doença.

No Brasil, cerca de 10,4% da população adulta tem diabetes, sendo o maior número absoluto de diabéticos na América Latina, com 14,3 milhões de pessoas.

Se não tratado, o diabetes sobre pode causar cegueira, insuficiência renal, amputação de membros, doenças cardiovasculares, como AVC (derrame), e infarto.

Retinopatia diabética

A retinopatia diabética é uma complicação da diabetes mellitus. Estudos clínicos têm mostrado

que um bom controle do diabetes e da hipertensão reduzem significativamente o risco de retinopatia diabética., e hHá evidências de estudos conduzidos durante mais de 30 anos de que o tratamento da retinopatia estabelecida pode reduzir o risco de perda visual em mais de

90% dos casos. Embora algumas formas de retinopatia possam ser tratadas por cirurgia vítreo-retiniana, uma vez que a visão tenha sido perdida devido à retinopatia diabética, ela não pode ser restaurada.

Programas de triagem para a detecção de retinopatia diabética em um estágio em que o tratamento possa prevenir a perda visual e programas de educação sanitária são o sustentáculo de prevenção de cegueira devido à retinopatia diabética.

O tratamento da retinopatia diabética é relativamente caro e requer cuidados profissionais específicos (oftalmologistas com especialização em retina e vítreo). Por isso, as decisões tomadas por cada país são adaptadas aos seus recursos, aàs expectativas sociais e infra- estrutura sanitária disponíveis. Serviços eficazes de prevenção e tratamento da retinopatia diabética requerem a disponibilização de serviços médicos adequados para pacientes com diabetes mellitus.

A retinopatia diabética é responsável por 4,8% dos 37 milhões de casos de cegueira devido a doenças oculares em todo o mundo (isto é, 1,8 milhão de pessoas). A proporção de cegueira causada pela retinopatia diabética varia de cerca de 0% na maioria da África, para 3-7% em grande parte do Sudeste da Ásia, para 15-17% nas regiões mais ricas das Américas e Europa.

Depois de 15 anos, cerca de 2% das pessoas com diabetes tornam-se cegos, e cerca de 10% desenvolvem perda visual grave. Depois de 20 anos, mais de 75% dos pacientes têm alguma forma de retinopatia diabética.

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